Série dos Freak Brothers
https://youtu.be/FB20_GvGXxY
Este é um blog de arte. Pode conter humor, magia, poesia, e sabe-se lá mais o que. Não tem absolutamente nenhum objetivo comercial. Um lembrete: os textos de minha autoria publicados aqui podem ser copiados, citados, reproduzidos, desde que referenciados a fonte e o autor. Para eventuais publicações de caráter comercial será necessária minha autorização expressa.
Quem sou eu
- Pomar (Kirinus Quântico)
- Um vagabundo do infinito. Por ter iniciado minha vida artística na ditadura sempre utilizei pseudônimos. Poeta da chamada "geração mimeógrafo". Colaborei em alguns jornais e revistas, criei e editei a revista "Energia", o programa de rádio "Solitário nunca mais", atuei e/ou dirigi diversos espetáculos teatrais, entre eles: "Teatro relâmpago Show", "Curso para Contemporâneos", "O Labirinto", "Noites em Claro", "Vida Acordada", "A Improvisação da Alma" e "Dorotéia". Criei e dirigi o grupo de pesquisa teatral "Vagabundos do Infinito". No momento além do single "Canção ao coração de Andressa" estou lançando o álbum musical "Misturadinho" em parceria com Paulo Guerrah e JMaurício Ambrosio.
quinta-feira, 7 de maio de 2020
sábado, 18 de abril de 2020
EM DEFESA DOS VELHOS
Alguns esclarecimentos
iniciais: como muitas pessoas eu vi a fala do atual ministro da saúde, fala
esta bem anterior à sua posse, mas que não deixa de ser seu pensamento, onde
diz claramente que se tivesse que gastar o mesmo dinheiro na opção de só poder
salvar um, entre um jovem e um velho, salvaria o jovem. Como já sou velho (não
gosto do termo idoso) fiquei indignado. Também li em alguns comentários que
essa seria uma parte da ética médica ensinada nas faculdades de medicina.
Fiquei mais indignado ainda. Parece lógico, não? Parece, mas não é. Discorrerei
a seguir sobre o porquê considero esse um argumento falso. Primeiramente com
humor, que talvez seja o modo mais profundo de abordar a questão, embora quase
sempre não pareça, posteriormente com argumentos ditos sérios. Vamos lá:
1- Os
seres humanos costumam fazer muita merda ao longo da vida. Acho que esse é um
ponto pacífico. Tem gente demais no mundo. Outro ponto pacífico. Um jovem, por
ter uma expectativa de vida maior vai fazer muito mais merda ainda do que um
velho, que já fez a maior parte de merda em sua vida, que já diminuiu seu ritmo
de fazer merda e por ter uma expectativa de vida menor, fará bem menos merda
que o jovem. Portanto, será melhor para o mundo que se salve o velho. Além
disso, o jovem tem mais possibilidade de ter filhos, que farão mais merda ainda,
além de aumentar o índice populacional. É uma opção insana salvar o jovem.
2- A
segunda coisa é sobre a expectativa de vida. Não passa disso, expectativa. Vou
dar um exemplo: digamos que o médico opte por salvar o velho e este viva mais
dez anos. Ok, a expectativa de vida do jovem seria maior. Porém, digamos que na
mesma situação o médico opte por salvar o jovem e, na semana seguinte à alta,
esse jovem morra num acidente (jovens são mais propensos a isso) ou por
qualquer outro motivo. Teria valido à pena, considerando que a missão do médico
é preservar a vida de um modo geral. Não teria sido um desperdício de vida? Expectativa
é uma coisa, realidade é outra. Não há como saber, de fato, quem morreria
primeiro. Portanto a escolha não deveria se basear em algo desconhecido. Mas no
que se basear, então?
3- O
ministro enfatiza a questão econômica “gastar o mesmo dinheiro”. Bem, a não ser
que ele seja dono de um hospital ou clínica, não é ele quem vai gastar o
dinheiro, somos nós, pagadores de impostos ou dos planos de saúde. Jovens
raramente pagam impostos, a não ser os que qualquer cidadão paga, embutido no
que se consome. Velhos são quem paga os impostos, de renda, da previdência, etc.,
além da maioria dos impostos embutidos no que os jovens consomem. São esses
impostos que mantém os hospitais públicos e em parte os privados que recebem
dinheiro do governo, além dos salários dos médicos e enfermeiros do sistema de
saúde público. Se morrem todos os velhos, como no caso dessa pandemia que faz
mais vítimas nessa faixa de idade, e faz muitas, como vai ficar a manutenção desses
hospitais e dos salários de seus trabalhadores? Economicamente também é melhor
salvar o velho.
4- Por
fim, mas não menos importante, vem a questão da sabedoria e experiência dos
velhos. Cultuada nas culturas mais sólidas, mas não na nossa. Quem tem a
experiência de vida? Quem vai saber agir diante de circunstâncias inesperadas? Quem
tem a cultura, a experiência de vida, e já viveu e superou inúmeras
dificuldades? E quem vai ensinar aos jovens? Quem vai ensinar aos médicos, aos
engenheiros, aos empresários, aos filósofos, enfim quem vai ensinar aos
profissionais qualquer ofício? O mundo contemporâneo ocidental, principalmente,
passou a cultuar os jovens, que tem seus encantos, é verdade. A juventude é
bela, é sensual, e vende. Talvez esse tenha sido o motivo, mas foi um grande
erro. As consequências são óbvias e não me estenderei sobre isso. A juventude
passa, os velhos sabem bem disso, afinal já passou pra eles. Mas a idade trouxe
algo bem mais importante pra humanidade: a sabedoria. Nada mais necessário para
a humanidade nesse momento de crise.
5- Para
finalizar, é claro que existem questões de caráter, de cultura, de habilidades
e diversas outras que engrandecem o ser humano. Independente, em parte, da idade.
Então, que sejam levadas em conta essas características, e não a idade. Também
é claro que o melhor é nos prepararmos para que não haja a necessidade de
escolha, como no caso citado. Que possamos salvar todas as vidas que disso
necessitem. Esse foi um dos erros que citei acima. Os médicos, nesse momento,
já estão tendo que escolher quem vive e quem morre. Nos próximos dias isso será
ainda intensificado. Não estão divulgando isso, mas já é um fato. Por fim, como
já é, infelizmente uma realidade, concluo, a favor dos velhos com o argumento
de que um jovem tem muito mais possibilidades de se salvar sem ir para um
respirador do que um velho, que certamente morrerá sem isso.
Pomar, 2020.
domingo, 12 de abril de 2020
Um poema pro momento.
A
ESPERA
Sei que
tenho que esperar;
O difícil é
ficar impassível
Quando cada
segundo
Dói na
carne.
Ainda mais
porque sei
Que cada
segundo é eterno.
Sua luz,
sua energia
espalham-se
infinitamente
Pela
imensidão do Universo.
E o
Universo também sofre,
Ele precisa
dos segundos
Em que
estamos juntos.
E que sejam
muitos
Pois o
Cosmos carece desse amor.
Cada
segundo sem você
É vazio e
dor
Contaminando
as estrelas,
Isso gera o
caos
E pode
destruir tudo.
É preciso
que fiquemos juntos
Muitos
segundos,
O
equilíbrio de tudo
Depende
disso,
Desse amor
percorrendo o espaço
Acendendo
as estrelas,
Dando vida
aos mundos
Mais
distantes.
Não me faça
esperar tanto,
Pois se
deliro nesse instante
Da espera
É seu
encanto
O que me
cura
Quando lhe
encontro.
Pomar.
terça-feira, 24 de março de 2020
2 Hipóteses sobre o Corona – Isso não é uma teoria de conspiração
Em 1º lugar quero deixar claro que isso é sério. Você
vai perceber que o que vou dizer fará muito sentido. De início coloquei o Tico
e o Teco pra pensarem fora da caixa sobre o que está acontecendo. Livre pensar
é só pensar, como dizia Millôr. Para ser breve, depois de descartar outras
hipóteses, mantive 2, que não são excludentes.
Antes, 2 explicações, guardem elas:
1ª- qualquer estudante de humanas sabe que as
aposentadorias são um grande problema para qualquer economia no mundo.
2ª- já se sabe que os maiores disseminadores do vírus
são os assintomáticos, em sua maioria jovens. O raciocínio é simples: quem
apresenta sintomas é logo isolado ou internado portanto, contamina pouco. A
maioria das pessoas não apresenta sintomas ou os apresenta leves, porém segue
contaminando outros. Esse é o motivo do vírus contaminar tanta gente.
Então vamos às hipóteses:
1- O
vírus pode ter sido criado intencionalmente em laboratório com o objetivo de
matar idosos. Já li que alguns cientistas refutaram essa hipótese. Também já vi
muitos cientistas assegurarem inverdades em função de quem os patrocina.
2- A
atitude de alguns governos de não tomar atitudes imediatas e eficientes quanto
ao vírus, como por exemplo a Itália, a Inglaterra, os EUA e o Brasil, para
ficar só com alguns exemplos, vem de encontro à ideia de deixar que grande
número de idosos morram resolvendo em grande parte a questão econômica
relacionada às aposentadorias.
Encerrando: nenhum vírus anteriormente, inclusive os
do tipo corona, escolheu esse modo de agir. Se fossem os mais frágeis a morrer,
como divulgam bastante, muitos bebês estariam morrendo, já que ainda não
desenvolveram defesas. Pensem nisso.
quinta-feira, 19 de março de 2020
Dedos úmidos - por Pomar
Dedos Úmidos é como era
conhecido. O apelido tem origem literal. O nome? Ninguém nunca se importou.
Quando passou a ter amigos, estes o chamavam simplesmente de Dedos, mas isso
foi só na faculdade. Até então Dedos fora aquele menino estranho, solitário, que
sofria bullying e rejeição principalmente por seus dedos que pingavam suor.
Meninas sentiam nojo. Resumindo: Dedos, aquele cujas mãos estavam sempre
úmidas, não tinha amigos. Especulavam se aquilo era de fundo nervoso, se Dedos
era um psicopata, uns diziam que era um mutante e até de alienígena o chamaram.
Dedos teve uma vida solitária. Quando muito era motivo de risos. Porém tudo
passou quando Dedos foi pra faculdade.
Já
no primeiro semestre Dedos achou sua turma. Era a dos maconheiros. Foi a única
que aceitou Dedos numa boa. Além do mais, foi aí que se descobriu uma boa
utilidade para os dedos úmidos de Dedos. Sem falar que ele gostou muito da
maconha. Deixava-o relaxado e suando menos nas mãos. Dedos desenvolveu uma
grande habilidade para apertar baseados. Passou a ser chamado a, cada vez mais,
reuniões e festas. Era sempre o cara convocado para apertar um. A mudança
radical transformou a vida de Dedos em uma viagem festiva.
Embora
ainda tímido, de festa em festa, a popularidade de Dedos ia aumentando. Até que
aconteceu o previsível. Alguma garota achou que aqueles dedos úmidos poderiam
servir para outras coisas. Foi Rosa. Essa garota foi Rosa. Quando apareceram
juntos, banho tomado, Rosa com um sorriso no rosto, no meio da surpresa geral,
algumas garotas começaram a olhar Dedos com outros olhares. E deu certo. Já com
Rosa e com todas as que vieram depois, Dedos, antes de qualquer coisa, avisava:
aquela transa seria única. Ele não queria nenhum tipo de compromisso com
ninguém. E cumpria o prometido. Resultado: o terreno estava sempre livre para
satisfazer a curiosidade das meninas. E a cada noite, ou mesmo dia, aparecia
uma querendo ficar com Dedos. As noites de Dedos tornaram-se bem agitadas.
Sempre com uma garota diferente. Isso durou até a formatura, que demorou seis
anos e meio. Os mais otimistas calculam que cerca de mil mulheres passaram uma
noite com Dedos. Os pessimistas apostam no dobro.
Depois
de formado, Dedos passou num concurso e foi trabalhar de caixa de banco. um
emprego escolhido a dedos... úmidos. Me desculpe, mas parece ideal, não?
As
festas ficaram restritas aos fins-de-semana. Ainda assim as noites de Dedos não
ficaram menos agitadas. A vida seguiu nessa balada até Dedos completar 30 anos.
Sabe-se lá quantos milhares de mulheres depois. Isso que nesse período Dedos
mudou de cidade duas vezes em função de seu trabalho no banco.
No
dia do seu trigésimo aniversário Dedos notou uma protuberância em cada mão.
Logo após o mindinho. Não demorou muito para Dedos perceber que nasceram mais dois
dedos, um em cada mão. Teve que ir ao médico, fazer exames e, ao fim das
contas, tudo estava absolutamente normal exceto pelo fato de terem nascidos
dois novos dedos nas mãos de Dedos. Vida que segue. As coisas começaram mesmo a
ficar estranhas quando a pele de Dedos começou a esverdear. Mais exames, e
resultado semelhante: tudo normal, fígado, rins, sangue, etc., a não ser pelo
fato de Dedos estar ficando meio verde acinzentado. Nesse período a vida sexual
de Dedos foi ficando escassa. Foi quando a coisa aconteceu. Havia chegado a
hora.
De
algum modo Dedos soube que chegara a hora de concluir sua missão.
PAUSA DRAMÁTICA
Antes de continuar essa narrativa, ao menos por ética, preciso avisar a
você que o que passarei a contar daqui por diante é propositalmente ignorado
por muitos, considerado lenda urbana pelos céticos, porém, alguns acreditam ser
totalmente verdadeiro. E assustador, muito assustador. Conto o que sei, e deixo
a seu critério e do tempo, a verificação da verdade.
FIM DA PAUSA
Numa
bela manhã de setembro Dedos deve ter acordado encharcado, com a pele
queimando, e entendido que havia chegado a hora. Provavelmente tomou um banho e
se arrumou para concluir o que começara há cerca de dez anos. Sua pele exalava
incessantemente alguma coisa que vou chamar aqui de feromônio alien, por falta de nomenclatura
adequada. Quem o viu, nesse período, diz que havia um cheiro sutilíssimo no ar,
que se perdia nos outros cheiros da cidade. Naquela manhã de setembro, Dedos
saiu. Sabia o que fazer. Percorreu a cidade calmamente, pegando uma condução
aqui, outra ali. Apenas isso. Não sem antes comprar uma passagem para uma outra
cidade na qual havia morado. E assim fez sua peregrinação final. Visitou todos
os lugares nos quais havia morado ou passado um tempo. Sempre exalando quase
imperceptivelmente bilhões dos tais feromônios. Depois, alguém, que alguém
conhece, diz ter dado uma carona a Dedos até uma praia deserta à noite e
testemunhado quando uma nave esférica pequena desceu rapidamente, surgindo do
nada, e pousou perto de Dedos, que entrou na nave e desapareceu com ela do
mesmo modo como a mesma havia surgido.
Eu
sei que até aqui essa história parece algum tipo de alucinação ou delírio
coletivo ou particular, tanto faz. O que surpreendeu mesmo foi o que aconteceu
depois. Aí, sim, comprovado por muitos. Se soube, por motivos óbvios, algum
tempo depois, mas por esses dias de perambulação de Dedos, todas as mulheres
que haviam tido relações sexuais com ele engravidaram. Todas. Isso inclui Rosa,
supostamente a primeira. Não importa se tiveram relações com Dedos há um mês ou
há dez anos. Se usaram camisinha, se tomaram anticoncepcionais, ou qualquer
outro método. Tanto na época que transaram com Dedos como nesse momento em que
todas engravidaram. Claro que cada uma pensou que engravidara do então, atual
marido ou namorado. Mesmo não entendendo como aconteceu, no caso das que usavam
métodos contraceptivos. Algumas estavam sem fazer sexo por essa época e ficaram
assustadíssimas ao saberem de seu estado.
A
partir daquela informação do desaparecimento de Dedos, um grupo de seus
conhecidos, que já trocava ideias no Zapzap sobre Dedos Úmidos desde o
surgimento dos sextos dedos, resolveu investigar. Refizeram um tempo depois o
percurso final de Dedos, procuraram conhecidas e amigas que haviam estado com
Dedos e o que acabaram percebendo foi isso: todas estavam grávidas.
Outra
coisa que descobriram, dessa vez pela internet, foi que no dia do
desaparecimento de Dedos, em vários locais, nos cinco continentes, houve
avistamentos de óvnis, semelhantes ao descrito por mim, segundo a testemunha
citada. Isso aguçou mais ainda a curiosidade do grupo.
Cerca
de nove meses depois da peregrinação de Dedos veio o Baby-Boom. Exceto por
algumas que abortaram, o grupo calcula que Dedos teve quase dois mil filhos.
Isso porque todos os recém-nascidos que conseguiram visitar pareciam
absolutamente iguais. Todos, claro, a cara de Dedos. E com mãozinhas e pezinhos
úmidos.
O
grupo se assustou muito com isso. Concluíram que a partir dos vários outros
avistamentos de óvnis, poderiam ter estado no planeta muitos “Dedos”, cumprindo
uma missão de reprodução em larga escala. Uma invasão alienígena silenciosa.
Criando uma geração de alienígenas, cujo método de reprodução inter-espécies, muito
estranho a nós e muito eficiente logo os tornará a maior população do planeta.
Logo se tornarão eles os governantes de cada nação do planeta. Em algumas
décadas serão eles os governantes do planeta. Não se sabe qual é o plano para
nós. Se nos escravizarão ou nos eliminarão. Tudo ainda é muito vago, só uns
poucos acreditam que isso está realmente acontecendo, enquanto a maioria ignora
ou desacredita das evidências.
O
tempo dirá quem tem razão. O problema é que, se essa história for real, pode
ser tarde demais quando perceberem. Só peço a você que fique atento. A história
pode não ser bem essa, mas pode ser real. Pode estar acontecendo bem agora.
Enfim, cabe então lhe perguntar: você conhece alguém que sue excessivamente nas
mãos?
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