Quem sou eu

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Um vagabundo do infinito. Por ter iniciado minha vida artística na ditadura sempre utilizei pseudônimos. Poeta da chamada "geração mimeógrafo". Colaborei em alguns jornais e revistas, criei e editei a revista "Energia", o programa de rádio "Solitário nunca mais", atuei e/ou dirigi diversos espetáculos teatrais, entre eles: "Teatro relâmpago Show", "Curso para Contemporâneos", "O Labirinto", "Noites em Claro", "Vida Acordada", "A Improvisação da Alma" e "Dorotéia". Criei e dirigi o grupo de pesquisa teatral "Vagabundos do Infinito". No momento além do single "Canção ao coração de Andressa" estou lançando o álbum musical "Misturadinho" em parceria com Paulo Guerrah e JMaurício Ambrosio.

quarta-feira, 18 de agosto de 2021

Canção ao coração de Andressa

 

Nosso single pode ser ouvido ou baixado aqui.

https://open.spotify.com/track/0aPBQpzKJYEid3EbUZk1GQ?si=ec4e99df72c94bb8

https://youtu.be/L3ehH0I7xjY




Letra:

Canção ao coração de Andressa (a César o que é de Andressa...)

(Kirinus Quântico e Paulo Guerrah)

 

Andressa

Apareça na janela, bela como uma estrela

Cujo brilho atravessa a escuridão espessa.

Andressa

É verdade, a vida corre, mas não interessa

O tempo que a luz percorre, importa é que aqueça.

Andressa

Viver é um brilho fugaz

Alumiando como um vagalume

Alumia o negrume de uma noite imensa

Antes que amanheça.

Andressa

É um fio que conduz um nada a outro nada

Mais do que depressa.

Poesia é flor de humana natureza

Pra que essa flor floresça,

Andressa

É preciso reconheça a cor do amor, intensa.

Toda a sua beleza como uma surpresa imensa

Que se abra e se ofereça,

Andressa

E vibre uma canção no coração que dança

E recomeça na batida do tambor, densa,

Trazendo em si a crença

Que o amor

Venha, veja, vença e se estabeleça.

 

Andressa

Viver é um brilho fugaz

Alumiando como um vagalume

Alumia o negrume de uma noite imensa

Antes que amanheça.

Andressa

É um fio que conduz um nada a outro nada

Mais do que depressa.

Poesia é flor de humana natureza

Pra que essa flor floresça,

Andressa

É preciso reconheça a cor do amor, intensa.

Toda a sua beleza como uma surpresa imensa

Que se abra e se ofereça,

Andressa

E vibre uma canção no coração que dança

E recomeça na batida do tambor, densa

Trazendo em si a crença

Que o amor

Venha, veja, vença e se estabeleça.






sexta-feira, 29 de janeiro de 2021

NADA SERÁ COMO ANTES

 


Esta é uma reflexão sobre o que está acontecendo e o que pode vir a acontecer. Me baseio em notícias e fontes confiáveis sobre a pandemia e tento projetar o desenrolar dos acontecimentos.

            Se você está achando que com o início da vacinação está tudo sob controle e é só uma questão de tempo, sinto dizer que há grande probabilidade de você estar errado. Tempo é o que não temos. Estamos numa corrida contra a pandemia e estamos perdendo.

            Como a pandemia atingiu o mundo todo temos que pensar em termos mundiais. Precisamos rapidamente vacinar senão os 8 bilhões de pessoas, algo em torno dos 6 bilhões mais ou menos. Muito rapidamente, e não é isso que está acontecendo. Se isso vier a acontecer vai levar dois anos ou mais e esse é o problema.

            Já nos deparamos com diversas mutações do vírus, algumas mais agressivas e mais mortais. Foram detectadas pessoas contaminadas com duas cepas de vírus simultaneamente, o que pode ajudar a novas e imprevisíveis mutações. Vírus têm por característica sofrer mutações e os do tipo Corona o fazem com muita facilidade. Os vírus da gripe, também do tipo Corona, estão aí pra não me deixar mentir. O vírus da Covid19 está espalhado no mundo todo e em um ano já sofreu algumas mutações e continuará mudando.

            Algumas dessas primeiras mutações talvez as vacinas deem conta, mas podem surgir novas mutações para as quais as vacinas não sirvam. E o ciclo se repete: novas pesquisas para adaptação ou criação de novas vacinas, mais tempo para produção das mesmas e mais tempo para vacinar todo mundo. Enquanto isso o vírus vai se modificando e ceifando vidas.

            Para piorar a Covid19 tem muitos aliados: as companhias de aviação, que foram as aliadas de primeira hora, ajudando a levar o vírus rapidamente a todas as partes do mundo; os seres humanos idiotizados: negacionistas, irresponsáveis, egóicos, indisciplinados, e os inacreditáveis “anti-vacina”. Tem ainda o turismo além das atividades básicas que não podem parar como o comércio de alimentos, remédios e demais necessidades urbanas e econômicas essenciais. Além de péssimos e despreparados governantes. Ou seja: o vírus está ganhando a corrida com grande vantagem.

            Conclusão: podemos estar entrando em um ciclo de pandemia x vacinação; nova pandemia x nova vacinação que pode se estender por muitos anos, até que uma de duas coisas venham a acontecer: ou que a população seja reduzida a tal ponto que a produção de vacinas e vacinação possa ocorrer num tempo muito curto, acabando assim com a pandemia ou que se produza uma vacina milagrosa, muito eficaz contra o Corona e suas mutações e então se consiga vacinar a maior parte da população mundial. O que dá para depreender de tudo isso é que essa situação vai se estender ainda por vários anos e as, no momento, imprevisíveis consequências podem vir a ser ainda mais catastróficas. Acostumem-se com o “novo normal”.

                                                                                                    Pomar 29/01/2021

domingo, 25 de outubro de 2020

 

Nessa manhã de domingo chuvosa, sentado na rede, na varanda, reparando, quando a chuva estiou, na claridade esbranquiçada do sol, ainda oculto, fazendo as folhas umedecidas brilharem, as gotas de chuva penduradas se tornarem pequenas joias, ouvindo os cantos dos pássaros enquanto eventualmente os fotografava quando vinham assustados comer a banana que eu colocara na cerca para que se alimentassem. No meio disso lendo Bradbury e me deparando com um conto maravilhoso chamado “Eu canto o corpo elétrico!”. Outro canto que encanta, enleva e acaricia o pensamento, dessa vez na forma de letras e palavras e poesia que nós, macacos pelados desenvolvemos ao longo do tempo. O canto do espírito humano que eu lia em um dispositivo elétrico, como Ray o chamaria, ou eletrônico ou digital como o chamamos. Como eu queria dividir, compartilhar a emoção sentida! Pensei eu quantos conhecidos teriam tido esse prazer, quantos amigos, amores, familiares teriam se deleitado com essa breve e deliciosa história. Concluí que talvez nenhum. Bradbury não é muito popular por aqui. Sabe quando vemos um bom filme com os amigos e depois vamos para um café ou um bar trocar ideias e impressões sobre o mesmo, dividindo a experiência e ao mesmo tempo a ampliando? Quando a emoção, a experiência estética parece grande demais para guardarmos apenas dentro de cada um e sentimos a necessidade de compartilhá-la? Me senti assim. Por isso escrevo e compartilho. Ler um livro é uma experiência solitária, mas se mais de um o leu podemos dividir e ampliar essa experiência. Como se uma avó carinhosa contasse uma história para os netos e depois eles pudessem, num conluio conspiratório, trocar opiniões e impressões sobre o que ouviram e sobre como a avó sabia contar histórias. De modo indireto estou me referindo ao conto.

Por esses dias escrevi no Facebook que queria uma androide pra chamar de minha. Podem ter entendido isso de vários modos, mas Bradbury deu a resposta. Nos diz como podemos utilizar bem as incríveis capacidades que ainda podemos desenvolver. Provavelmente não o faremos desse modo, infelizmente. São muito poucos que o leem, são poucos que contemplam a vida com a poesia necessária, como se esta fosse a avó carinhosa e esperta que nos conta histórias que nos encantam. O corpo elétrico que Ray Bradbury canta é o corpo da vida, passada, presente e futura. Um canto belo de um pássaro oculto na mata. Um canto que vem do passado e voa em direção ao futuro, mas que podemos registrar no presente como no instante fixado em uma fotografia. 

                                                                                                                Pomar

sexta-feira, 5 de junho de 2020

Seja leve

Eleve

A consciência

Seja breve

Paciência

Que a vida

Lhe seja leve

E querida

Apenas leve

De quem lhe escreve

Nada mais

Do que te leve

À paz.

                                                    Pomar 2020