Quem sou eu

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Um vagabundo do infinito. Por ter iniciado minha vida artística na ditadura sempre utilizei pseudônimos. Poeta da chamada "geração mimeógrafo". Colaborei em alguns jornais e revistas, criei e editei a revista "Energia", o programa de rádio "Solitário nunca mais", atuei e/ou dirigi diversos espetáculos teatrais, entre eles: "Teatro relâmpago Show", "Curso para Contemporâneos", "O Labirinto", "Noites em Claro", "Vida Acordada", "A Improvisação da Alma" e "Dorotéia". Criei e dirigi o grupo de pesquisa teatral "Vagabundos do Infinito". No momento além do single "Canção ao coração de Andressa" estou lançando o álbum musical "Misturadinho" em parceria com Paulo Guerrah e JMaurício Ambrosio.

sábado, 13 de novembro de 2010

Arqueologia da Nova Era

  Esqueça tudo o que disseram, a Nova Era ainda não chegou. Ela está perto, talvez bem perto e se quiser entrar nela mergulhe no passado mais distante. Esmiúce esse passado, escave suas ruínas, procure em cada fresta minuciosamente, revolva suas areias, entre em suas tumbas sem medo, não como um saqueador, nem como um cientista (o que dá quase no mesmo) mas como alguém que vela um ente querido. Penetre em seus mistérios, com o cuidado de quem tateia no escuro, escute suas vozes nos ventos ancestrais, ouça seus mitos e percorra-os como parte deles. Depois faça uma enorme fogueira em honra aos deuses que lá encontrar ou, se não encontrar nenhum, simplesmente ao Universo que contém todos os tempos e todos os seres. Queime nessa fogueira seus apegos, sua história, sua memória, suas máscaras e tudo o mais que acha que lhe pertence como um sacrifício solene. Quando a fogueira acabar de queimar, nu, cubra-se com suas cinzas até ficar irreconhecível a você mesmo. Então voe de volta ao futuro. Sim, você poderá voar. Pouse no aqui-agora que você encontrar. Foque seu olhar no presente imediato que está chegando, mantenha nele o olhar. Quando avistar a Nova Era, penetre-a delicadamente como num ato de amor, com o mesmo medo, o mesmo respeito, o mesmo cuidado e a mesma confiança em si mesmo de quando se entrega a alguém. Você estará pronto e terá a chave e, caso não tenha percebido, será também um Novo Ser. Boa viagem!
                                                 Paulo Márcio

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Um pouquinho de poesia... ou não.

Poema que não é poema

Não é uma questão de crença é uma questão de chance.
Ou você aprende a vestir seu corpo onírico
E a livrar-se de seu apego ao que não lhe pertence,
E nada lhe pertence a não ser sua consciência.
Ou você morre. 
                                                         Paulo Márcio.

quarta-feira, 10 de novembro de 2010

ALLEN GINSBERG CAPITOL AIR live with CLASH - Times square NY



Uma homenagem sem motivo ao poeta mor da Beat Generation. Em breve (ou não muito breve) mais novidades sobre a geração Beat e alguma psicodelia. Aguardem. Apareçam.

quarta-feira, 3 de novembro de 2010

quinta-feira, 28 de outubro de 2010

Dia do flamenguista

“Cada brasileiro, vivo ou morto já foi Flamengo por um instante, por um dia.“  Nelson Rodrigues 




Desculpem, eu não pretendia falar de futebol mas inventaram que hoje é dia do flamenguista. Acho uma bobagem, dia do flamenguista é todo dia. Uma nação de 35 milhões de pessoas não cabe em um dia. Mas já que inventaram essa, vamos lá.
A frase acima é do Nelson Rodrigues, torcedor do Fluminense, para quem não sabe, cronista esportivo e autor teatral (um dos maiores do Brasil) entre outras coisas. Na verdade prefiro o dito popular que diz "todos nascem flamenguistas e alguns degeneram". 
A foto do Cristo eu "chupei" do blog do Rica Perrone que parece que também não é (mais) rubro-negro (degenerou) mas que fez uma linda crônica sobre o que é ser. Para quem quiser ler, aí vai o link: 
http://www.ricaperrone.com.br/2010/10/o-dia-do-flamenguista/

Como hoje também seria o aniversário de Mané Garrincha fica a homenagem com a foto (Google imagens assim como as próximas) de quando ele jogou pelo Mengão:

Já que Pelé fez setentinha outro dia (23/10) vamos estender a homenagem. Afinal, ninguém resiste a essa camisa... Aliás ao Manto Sagrado. Aí está ele ao lado de nosso maior ídolo, o grande Zico. 
Eu tive a sorte de ver os três jogarem no Maracanã diversas vezes, no auge de suas formas. Tendo visto inclusive o milésimo gol do Pelé adivinhem contra quem. hawhawhahaha. Nunca vi, nem pela TV, ninguém jogar mais do que esses três. 
Bem, para vocês que degeneraram, sinto muito pelo ocorrido, espero que se recuperem logo e para a grande nação que permaneceu fiel à sua origem vai um abraço por esse e por todos os outros dias dos rubro-negros.
Ah! Em tempo, lembram do Nelson Rodrigues, lá de cima. Pois é, ele também teve o seu dia, vejam só...