Este é um blog de arte. Pode conter humor, magia, poesia, e sabe-se lá mais o que. Não tem absolutamente nenhum objetivo comercial. Um lembrete: os textos de minha autoria publicados aqui podem ser copiados, citados, reproduzidos, desde que referenciados a fonte e o autor. Para eventuais publicações de caráter comercial será necessária minha autorização expressa.
Quem sou eu
- Pomar (Kirinus Quântico)
- Um vagabundo do infinito. Por ter iniciado minha vida artística na ditadura sempre utilizei pseudônimos. Poeta da chamada "geração mimeógrafo". Colaborei em alguns jornais e revistas, criei e editei a revista "Energia", o programa de rádio "Solitário nunca mais", atuei e/ou dirigi diversos espetáculos teatrais, entre eles: "Teatro relâmpago Show", "Curso para Contemporâneos", "O Labirinto", "Noites em Claro", "Vida Acordada", "A Improvisação da Alma" e "Dorotéia". Criei e dirigi o grupo de pesquisa teatral "Vagabundos do Infinito". No momento além do single "Canção ao coração de Andressa" estou lançando o álbum musical "Misturadinho" em parceria com Paulo Guerrah e JMaurício Ambrosio.
terça-feira, 18 de dezembro de 2012
quinta-feira, 1 de novembro de 2012
Morro Azul
Morro Azul
Composição de Ambrósio e Pereira
Interpretação: Ambrósio e Banda Vagabundos do Infinito
Enfim uma banda sem estilo.
Composição de Ambrósio e Pereira
Interpretação: Ambrósio e Banda Vagabundos do Infinito
Enfim uma banda sem estilo.
segunda-feira, 15 de outubro de 2012
As Leituras do Pedro: Little Nemo in Slumberland - Há 105 anos, na terra em que os sonhos eram a realidade
As Leituras do Pedro: Little Nemo in Slumberland - Há 105 anos, na terra em que os sonhos eram a realidade
Para quem não conhece e para quem gosta, uma boa matéria em homenagem aos 105 anos de Little Nemo.
Para quem não conhece e para quem gosta, uma boa matéria em homenagem aos 105 anos de Little Nemo.
quinta-feira, 6 de setembro de 2012
Noticiário cósmico (quase) instantâneo.
Fico um pouco impressionado com o modo que as notícias chegam hoje em dia. Vejam só: na sexta-feira passada aconteceu uma explosão no sol que vocês podem ver nesse vídeo, no detalhe.
Na segunda-feira os efeitos da explosão puderam ser vistos no Canadá assim:
A notícia foi publicada no Brasil nessa quarta-feira. Sei lá, ainda não me acostumei com isso. Fico espantado.
As fontes são: http://g1.globo.com/ciencia-e-saude/noticia/2012/09/erupcao-solar-forma-aurora-boreal-no-oeste-do-canada.html e http://www.youtube.com/watch?v=YjXpTA9vnHY&feature=player_embedded
sexta-feira, 31 de agosto de 2012
Borges por Millôr (Esquecimento)
Por algum motivo, salvei isso aqui nos rascunhos do blog e esqueci de postar. Vai agora.
O Labirinto de Borges
Millôr
LIMITES
De todas as ruas que escurecem ao pôr-do-sol,
deve haver uma (qual, eu não sei dizer)
em que já passei pela última vez
sem perceber, refém daquele Alguém
que, com antecedência, fixa leis onipotentes,
ajusta uma balança secreta e inflexível
para todas as sombras, formas e sonhos
tecidos na textura desta vida.
Se há um limite para todas as coisas e uma medida
e uma última vez, e nada mais, e esquecimento,
quem nos dirá a quem nesta casa
nós, sem saber, já dissemos adeus?
Pela janela que amanhece a noite se retira
e entre os livros empilhados que lançam
sombras irregulares na mesa baça,
deve haver um que eu jamais lerei.
Há uma porta que você fechou pra sempre
e algum espelho o esperará em vão;
para você as encruzilhadas parecem muito amplas,
mas há um Janus, vigiando você, nos quatro cantos.
Há uma entre todas tuas memórias
que agora está perdida além da evocação.
Você não será visto descendo àquela fonte,
seja à luz do sol claro, nem sob a lua amarela.
Você nunca recapturará o que o Persa
disse em seu idioma tecido com pássaros e rosas,
quando, ao pôr-do-sol, antes que a luz disperse,
você quer pôr em palavras tanto inesquecível.
E o Rhone fluindo sem parar, e o lago,
todo esse vasto ontem sobre o qual me curvo hoje?
Estará tudo tão perdido como Cartago,
queimada pelos romanos com fogo e sal.
Ao amanhecer parece ouvir o turbulento
murmúrio de multidões crescendo e dissolvendo;
tudo por que fui amado, esquecido,
espaço, tempo, e Borges, estão me deixando agora.
O Labirinto de Borges
Borges em seu labirinto. Labirinto que, além de seu mistério natural e ancestral, ganhou aqui, na composição, a profundidade misteriosa de livros, livros, livros - a biblioteca real e mística de Borges. A limitação do infinito. Em nome disso traduzi este poema de Borges. Não deixe de ler.
Millôr
LIMITES
De todas as ruas que escurecem ao pôr-do-sol,
deve haver uma (qual, eu não sei dizer)
em que já passei pela última vez
sem perceber, refém daquele Alguém
que, com antecedência, fixa leis onipotentes,
ajusta uma balança secreta e inflexível
para todas as sombras, formas e sonhos
tecidos na textura desta vida.
Se há um limite para todas as coisas e uma medida
e uma última vez, e nada mais, e esquecimento,
quem nos dirá a quem nesta casa
nós, sem saber, já dissemos adeus?
Pela janela que amanhece a noite se retira
e entre os livros empilhados que lançam
sombras irregulares na mesa baça,
deve haver um que eu jamais lerei.
Há uma porta que você fechou pra sempre
e algum espelho o esperará em vão;
para você as encruzilhadas parecem muito amplas,
mas há um Janus, vigiando você, nos quatro cantos.
Há uma entre todas tuas memórias
que agora está perdida além da evocação.
Você não será visto descendo àquela fonte,
seja à luz do sol claro, nem sob a lua amarela.
Você nunca recapturará o que o Persa
disse em seu idioma tecido com pássaros e rosas,
quando, ao pôr-do-sol, antes que a luz disperse,
você quer pôr em palavras tanto inesquecível.
E o Rhone fluindo sem parar, e o lago,
todo esse vasto ontem sobre o qual me curvo hoje?
Estará tudo tão perdido como Cartago,
queimada pelos romanos com fogo e sal.
Ao amanhecer parece ouvir o turbulento
murmúrio de multidões crescendo e dissolvendo;
tudo por que fui amado, esquecido,
espaço, tempo, e Borges, estão me deixando agora.
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